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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sociedade dos Poetas Mortos (1989)


Sempre, durante toda a nossa existência, necessitamos de ídolos e inspirações para seguir em frente com o que queremos, como um trajeto onde somos apoiados por aqueles mais experientes, num total repasse de aprendizagens. A Sociedade dos Poetas Mortos foca nesta mensagem de ensinamentos mútuos e concentra sua ambientação na década de 50, numa escola tradicional, onde um professor, diferenciado dos demais, repassa a poesia e a literatura que se tornam as engrenagens por fazer de seus alunos introspectivos mais seguros e confiantes de si próprios.

Mesmo situado a mais de meio século, as reflexões e metáforas de A Sociedade dos Poetas Mortos refletem também em nosso ambiente escolar atual, onde o professor é o símbolo precursor de nosso conhecimento, onde este deposita em nos sua sabedoria e ensinamentos. O filme é um emblema de que mesmo com o passar dos anos, a imagem de nossas inspirações preservam-se até hoje, cultivando na mente de cada um, fragmentos do que estes nos deixaram e representarão durante nossa vida.

A história é ambientada na Welton Academy, um instituto educacional masculino que prepara seus estudantes para a universidade. Eis que com o início do ano letivo, um ex-aluno é contratado como novo professor de literatura (Robbin Williams), porém seus métodos de ensino nada convencionais acabam por inspirar alguns jovens estudantes inseguros, e conseqüentemente, ocasionar à ira dos superiores do lugar que ainda pregam a rigidez e o conservadorismo na escola.

Peter Weir conduz sua trama como um recital de poesia, em cada cena a nos mostrada um verso suave e triste sobre o universo dos jovens, mostrando em grau ampliado, seus anseios, suas inseguranças. Uma ode de emoções, onde tudo em montado em um cenário recluso, que será a porta para as novas experiências que viveram este grupo de estudantes; A Sociedade dos Poetas Mortos; um refúgio de todos os problemas e aborrecimentos eventuais na vida destes jovens, uma passagem para outro mundo, isento de problemas e preocupações, tendo apenas os versos e as estrofes como alento para suas almas, e, fonte inesgotável de inspiração.


O fator mais belo entre todos do filme seria justamente o ideal de motivação, passado do personagem de Robbin Williams para todo seu alunado, ao decorrer de toda a projeção toda esta rica relação de um professor com seus alunos ostenta ao filme um brilho ainda maior, demonstrando o quão importante sua figura foi para a condução da história e, eventualmente, para a vida de seus pupilos. Os conflitos complexos do filme não se prendem apenas ao regime de uma escola, mas a toda privação de liberdade imposta aos jovens, e suas soluções pretendem erradicar a hipocrisia social, e fornecer ao jovem uma mensagem renovável de aprendizagem e esperança.

A Sociedade dos Poetas Mortos carrega consigo uma essência triste modelada pela vida de cada um destes jovens, mostrando o quão difícil é o papel deles sobre as exigências paternas e sociais, e o filme reflete sobre algumas reflexões depressivas, a importância do direito de voz que eles devem possuir. Mais que um filme escolar, A Sociedade dos Poetas Mortos mostra através de sua ambientação colegial, uma ilustração do mundo individual de cada estudante, de cada homem ali, sobre uma ótica ampliada de seus problemas e suas necessidades.

Lírico, melancólico, suave e esperançoso. Essas e outras características imperam no filme de Peter Weir, onde não há espaços para evasões, mas sim para um retrato forte sobre a representação e os direitos dos jovens perante toda a sociedade que o cerca. A Sociedade dos Poetas Mortos recebeu uma considerável aprovação do público e da crítica, totalizando também três indicações a premiação do Oscar. Por fim, tenho apenas a finalizar dizendo: “Carpe Diem” (aproveite o dia), desta forma ao assistir o filme, você se sentirá renovado, não apenas por ter findado a sessão de um ótimo filme, mas por ter sido apresentado a um espetáculo de puro conhecimento e sabedoria.

Nota: 8.0

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